segunda-feira, 16 de maio de 2022

Prende o teu coração ao meu

de noite amada prende o teu coração ao meu

e que no sono eles dissipem as trevas como

 um duplo tambor combatendo no bosque


contra o espesso muro das folhas molhadas


nocturna travessia brasa negra do sono interceptando

o fio das uvas  terrestres com a pontualidade dum comboio


desvairado que sombra e pedras frias sem cessar arrastassem


por isso amor prende - me ao movimento puro à tenacidade

que em meu peito bate com a asa de um cisne submerso


para que as perguntas estreladas do céu responda o nosso

sono a única  chave com a única porta fechada pelo vento 


 

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