que
curva quotidianos estende - se
a última estrela arrefecida depois
do mar
os instantes amanhecem no ritmo
quase
branco das maresias
que
curva quotidianos estende - se
a última estrela arrefecida depois
do mar
os instantes amanhecem no ritmo
quase
branco das maresias
o
fim da lua como as
gaivotas
rebolam no riso da
maresia
manhãs que sucedem
às tuas mãos
onde
a morte dos dias demora
e
as noites acontecem como
um
prestigio è o outro horizonte
onde
os barcos se perdem em ausência
e
os filamentos das anèmonas e dos
corais
se agarram para que o tempo não caia em
desuso
e
um sortilégio de nostalgia
a
própria ternura fez - se porcelana
querias uma canção feita de amor
livre de ser cantada quando te atiram
pedras
a liberdade era fazer poemas não problemas
era pintar uma rua de vermelho
falas
uma lìngua surpreendente
numa
voz suave e contundente
sonhei
assim contigo no espaço
interdito
atenção lhe rouba quando ainda è o nada de repente explode em chamas e queima sugando - lhe ao centro do fogo cuja labareda queima o espíri...