Como morde o fogo deixando - nos feridos
mas espera por mim guarda - me a tua doçura
dar - te - ei rosas que trago no meu coração
aberto a ti no amor por te amar deste jeito
sem jeito para te amar
Como morde o fogo deixando - nos feridos
mas espera por mim guarda - me a tua doçura
dar - te - ei rosas que trago no meu coração
aberto a ti no amor por te amar deste jeito
sem jeito para te amar
erguer a manhã à altura sonâmbulo
dos meus sonhos
e fui como quem apanha insónias
num campo de girassol
despentear - te os cabelos de menina
ainda lua já mulher
Palavra
a paz lavra- se paz
se a palavra unidade
harmonia fio condutor
corpo virtual
confundir feder com
amor real
dizer bem é redundante
mal è irrelevante
ignorar uma táctica
espiã ou cobarde
suja perigosissìma sublinha
a cobiça que leva o medíocre
ao limite da loucura
Já não faço amor sò amo
sò o amor une grande
a independência a liberdade
não ler è como ter vergonha
de pergunta « amas - me »
há uma razão do sémen
para os poetas se repartirem
e os homens não os ouvirem
não ler è como ir ver o mar
e não olhar para o mar
o que pede sò dou a forma
como pede
no amor sò dou o que o amor
me pede não dou a forma
como pede
e a vida peço me dê leve
aquilo q que ninguém pede
Sou sò eu tu tudo
no sitio muito bem então
declaremos a paz
luta inútil haverás de notar
quem desiste da estúpida guerra
Poema dedicado
a Ana Pereira
Não temo a verdade amo - a com a mesma
paixão em que te amo e amo amando - te
profundamente aceitando e respeitando
a decisão porque ela é tua amar não è possuir
é despojar è respeitar amando - te no fundo
do meu coração e amando a minha eterna
solidão
a ilusão è uma desventura e a ilusão
è a verdade nua e crua da vida da
paixão e do amor
Como è triste a solidão numa longa noite
de inverno è viver sozinho sem um afecto
sem um carinho sem um beijo sem ternura
depois de uma vida inteira á trabalhar
Porém mas triste è a solidão que persiste em pleno
verão em dò maior em dor profunda nostalgia nocturna
de Chopin numa sonata quente de Mozart
melancolia num dia de sol ardente mà fortuna
que se sente e não se vê a flor que mata sem sequer
saber poquê
da multidão è tomar o café sem paixão
è remar contra a maré è sentir o tilintar
da refeição na rua è calar a verdade
nua calando a voz da própria solidão
atenção lhe rouba quando ainda è o nada de repente explode em chamas e queima sugando - lhe ao centro do fogo cuja labareda queima o espíri...