carregados de cinzas na aurora
corremos na relva na areia no
orvalho
seremos a estrada a poeira
o girassol a seara o horizonte a linguagem
surda dos peixes crianças deslumbradas
despenteando os cabelos do sol
viajando no silêncio abrindo as águas
e em nòs confundindo face e imagem
flor e frutos
crianças nuas meu amor carregando
nos braços da aurora carregavas em teus ombros
um navio de relâmpagos em teu coração a pedra
e a voz das cidades insubmissas

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