domingo, 15 de maio de 2022

ensinaste - me

 

tu ensinaste - me a fazer uma casa

com mãos e os beijos

eu morei em ti e em ti meus versos

procuram voz e abrigo

e em ti guardei meu fogo meu desejo


construí a minha casa porém já não sei

das tuas mãos os teus lábios perderam - se

entre palavras duras e precisas


que tornaram a tua boca fria e a minha triste

como um cemitério de beijo

mas recordo a sede unindo nossas boca


mordendo o fruto das manhãs proibidas

quando as nossas mãos surgiam por trás

de tudo para saudar o vento


e vejo  o teu corpo perfumado a erva

e os teus cabelos soltando revoadas


de pássaros que agora se recolhem

quando a noite se move nesta casa

de versos onde guardo o teu nome

Sem comentários:

Enviar um comentário

O amor

atenção lhe rouba quando ainda è o nada de repente explode em chamas e queima sugando - lhe ao centro do fogo cuja labareda  queima o espíri...