segunda-feira, 3 de maio de 2021

MÃOS

Com mãos fèrreas da vontade

construimos castelos de ilusão

que a realidade mistifica

mas a matèria nem sempre è fantasia

e uma pedra ou outra tomba do sonho

e permanece fluida como um regato

cuja musicalidade comove por ser por ser

àgua cristalina e pura onde o luar se reflecte

e o veado mitica a sede sob a àrvore aquiescente

e grata entre o cèu e a terra sempre estamos ainda

que o cèu nem sempre seja o que a terra è
 

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